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sábado, setembro 29, 2012

Exposição de fotografia "Blue Mud Swamp", de Filipe Casaca.


A Galeria Pente 10 – Fotografia Contemporânea inaugura no dia 2 de Outubro, terça-feira, às 19h00, a exposição “Blue Mud Swamp” de Filipe Casaca. Será lançado o livro Blue Mud Swamp, edição conjunta entre o autor e a galeria Pente 10.

A exposição consiste numa série de 20 fotografias a cores, realizadas em Dalian, China, em 2011, com o apoio de uma Bolsa de Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian.

Dalian encontra-se entre as melhores cidades para se viver na China”, o que a eleva a um patamar promissor. A costa quente e húmida é um postal que atrai e convida o Homem a fixar-se onde a terra encontra o Mar Amarelo. A realidade é, no entanto, dissonante. Apesar estar rodeada de belezas naturais, de praias e de lugares destinados ao entretenimento, a cidade transmite no seu conjunto uma sensação de artificialidade, para o qual contribuiu a construção desenfreada de infra-estruturas associadas a um estilo de vida cosmopolita. Em alguns casos a abundância gerou uma certa degradação e abandono. Com um esplendor que nos remete para um passado recente, paira aqui uma certa melancolia, como acontece em tudo o que era novo, colorido e perfeito, mas que não foi cuidado, perecendo com o passar do tempo.

“Que memória tenho desta cidade? A fluidez do mar; a inconstância ao longo da orla marítima; a vivência dos seus estímulos aparentemente ʻsublimesʼ, que aqui atraem a presença do Homem; a de ser um ʻparaíso artificialʼ. Ali, observei comportamentos e símbolos que me levaram a uma reflexão pessoal sobre os seus significados.”, Filipe Casaca

Filipe Casaca nasceu em Lisboa, em 1983. Frequentou a Faculdade de Belas Artes em Artes Plásticas - Escultura e o Instituto Português de Fotografia. Em 2008 expôs na galeria P4 a série “Telegrama”. No mesmo ano desenvolveu “Habitats” em parceria com José Ribeiro, doente e artista do Hospital Júlio de Matos, que integrou uma exposição colectiva no Pavilhão 28 (P28). Em 2009 foi seleccionado para os Encontros de Imagem de Braga. Em 2010 expôs na K-Galeria “a minha casa é onde estás”. Em 2011 expôs na galeria Pente 10 a série “a minha casa é onde estás”, em simultâneo com o lançamento do livro do mesmo nome, edição do autor. Frequentou a residência artística - Artist in Residence Yamanashi (AIRY), no Japão. Obteve o apoio de uma Bolsa de Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian. Filipe Casaca está representado em várias colecções públicas e privadas, como BES ART – Colecção Banco Espírito Santo e no Kiyosato Museum of Photographic Arts (KMoPa), no Japão.

Filipe Casaca “Blue Mud Swamp” Pente 10
Travessa da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras) 
1250-106 Lisboa catarina@pente10.com
www.pente10.com 
Tel. 91 885 15 79 
Inauguração terça-feira, 2 de Outubro, às 19H00. 
A exposição estará patente até 22 de Dezembro de 2012 
Horário: 3a a Sábado, 15H00 às 19H00 
Metro: Rato


segunda-feira, maio 21, 2012

Slideshow - Conversa com Rita Barros na Galeria Pente 10


Rita Barros vive no histórico Chelsea Hotel, em Nova Iorque, há  quase três décadas. Em Agosto de 2011 o Hotel foi vendido e fechou ao público. Os novos donos iniciaram uma campanha de intimidação aos residentes de longa data (100 pessoas) ao mesmo tempo que deram início a demolições extensivas dos quartos não ocupados.
As condições têm sido precárias e os residentes juntaram-se para lutar pelo direito a manter os seus apartamentos sob ameaças de despejo, acções variadas de intimidação e toda a espécie de golpes sujos.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

"nós" de Luísa Ferreira




Luísa Ferreira nasceu em Lisboa, Portugal, em 1961. Iniciou-se em Geografia, trocou o curso pela fotografia. Começou a fotografar profissionalmente nos anos 80 e interrompeu a actividade diária de fotojornalista em 1998, após trabalhar sete anos no jornal Público e dois anos para a agência de notícias norte-americana Associated Press. Expõe individualmente desde 1989, desenvolvendo projectos pessoais e trabalhos de encomenda, nomeadamente “Os objectos já não têm cores/ mas as sombras dos objectos têm as cores deles/ um amigo meu/ que tem a chave das docas/ também pensa assim” (Picabia) no Armazém AB ao Jardim do Tabaco, Porto de Lisboa, em 1993; em 1994 iniciou a série “Há quanto tempo trabalha aqui?”, fotografias de médio formato sobre as lojas antigas de Lisboa e as pessoas que as habitam, exposto no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa em 2005 e que recentemente integrou “ResPublica 1910 e 2010 face a face” na Fundação Calouste Gulbenkian; “Capitão Goma”, fotografias dentro de almofadas insufláveis sobre o mundo das crianças, na Casa dʼOs Dias da Água em 2003; “Fora de jogo”, 40000 postais de campos de futebol sem relva, bancadas ou iluminação, enviados durante o Euro 2004, no âmbito do Arte em Campo do Instituto das Artes. Expôs nos Encontros de Imagem de Braga em 1994, 1995 e 1996 e nos Encontros de Fotografia de Coimbra em 1994. Participou em exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho integrou a exposição “Au Féminin”, (uma História de mulheres fotógrafas desde 1850) com curadoria de Jorge Calado, no Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris, 2009. Publicou, entre outros, o livro Azul (2002) sobre os não-lugares, com texto de Agustina Bessa-Luís. Luísa Ferreira está representada em várias colecções de arte portuguesas e estrangeiras, nomeadamente AR.CO (Espanha), Câmara Municipal de Castelo Branco, Câmara Municipal da Figueira da Foz, Casa Fernando Pessoa, Centro Português de Fotografia, Encontros de Imagem de Braga, Festival de lʼImage du Mans (França), Fundação PLMJ, Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Núcleo de Arte Contemporânea do CENTA, ICEP, Recorridos Fotográficos de ARCO (Madrid) e em várias colecções particulares.

GALERIA PENTE 10
Travessa da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras)
1250-106 LISBOA
15 FEV - 02 ABR 2011
INAUGURAÇÃO: 15 de Fevereiro de 2011 às 19:00

quinta-feira, julho 15, 2010

Imagens Proibidas de Pedro Paixão



Pedro Paixão mostra "Imagens Proibidas" na Pente 10, em Lisboa. No dia da inauguração leu (muito mal), 30 minutos do seu jantar com um quase-amigo no Nobu, um concorrido restaurante japonês na Hudson.
A Galeria Pente 10 surpreendeu de novo os que gostam de fotografia. As fotografias de Pedro Paixão são tão eróticas como a sua escrita, sendo que de escrita nada percebo. O fotografo já publicou dois albuns de fotografias e já nos mostrou muitas poloroides, a maioria em ilustrações de artigos de revistas. No dia da inauguração a temperatura demasiado alta entrava pela galeria a dentro. Enquanto isso, imagens proibidas escutavam a Paixão segundo São Mateus de Johann Sebastian Bach.
Não serviram champanhe, mas havia morangos. Estavam reunidas todas as condições para o filme que o autor pretende realizar. Sobravam as mulheres, mas continuava a faltar a pistola. Será a sua Leica uma especie de pistola?