terça-feira, junho 12, 2012
Martín Chambi, na Galeria Adorna Corações.
sexta-feira, junho 01, 2012
A Otorrinolaringologia e o Châlet dos Pereire
segunda-feira, maio 21, 2012
Slideshow - Conversa com Rita Barros na Galeria Pente 10
Rita Barros vive no histórico Chelsea Hotel, em Nova Iorque, há quase três décadas. Em Agosto de 2011 o Hotel foi vendido e fechou ao público. Os novos donos iniciaram uma campanha de intimidação aos residentes de longa data (100 pessoas) ao mesmo tempo que deram início a demolições extensivas dos quartos não ocupados.As condições têm sido precárias e os residentes juntaram-se para lutar pelo direito a manter os seus apartamentos sob ameaças de despejo, acções variadas de intimidação e toda a espécie de golpes sujos.
segunda-feira, maio 14, 2012
terça-feira, janeiro 17, 2012
Workshop: Passepartouts e caixas de acondicionamento.

21 Jan 2012 Sábado, 10h00-13h00 e 14h30-17h30
Vamos aprender a fazer passepartouts e caixas de acondicionamento
Passepartouts e caixas de cartão são dispositivos úteis para o acondicionamento de obras de arte. O passepartout tem como função proteger os trabalhos sobre papel do contacto directo com o vidro da moldura e pode ter também uma função decorativa, quando utilizado como complemento da própria obra, quer se trate de desenho, aguarela, gravura, fotografia ou outra.
Para além da luz / Beyond the light

A exposição reúne um conjunto de 30 fotografias inéditas a preto e branco, de finais da década de 50 até à atualidade, comissariada por Adriana Delgado Martins.
O corpo de obras apresentadas, de corte natural, abstrato e, por vezes, social, tiradas em várias épocas e em diferentes ‘instantes fotográficos’ guia o nosso olhar por uma série de ângulos e pontos de vista diversos de acordo com o espírito do momento.
O fio condutor e denominador comum desta exposição aspira a um pensamento aberto não parcelar, não redutor, muito para além da fotografia. A maneira aparentemente simples como os fenómenos da natureza e cenários próximos (que à primeira vista parecem ser simples) nos são transmitidos, tem por objetivo explorar a complexidade e interferências das leis que as governam como fenómenos constitutivos do objeto numa escala de organização simples que se torna complexa, indo do particular para a generalidade.
terça-feira, dezembro 27, 2011
"O Império Invisível" da fotografia portuguesa na Tailândia
Neste preciso momento Portugal está em crise, esta é a nossa guerra. Não se trata de uma guerra convencional de trincheiras ou de bombardeamentos aéreos. É uma guerra de valores, interesses económicos, jogos de poder e de influência; tempo inquieto de decisões inadiáveis, com danos colaterais de dimensões imprevisíveis que vão incidir no desemprego, na fome e na miséria das populações. Uma guerra para onde os portugueses foram arrastados pela “Europa Unida”, da qual fazem parte e a ela conduzidos pelos seus governantes. Uma guerra que não se confina a Portugal e nem se limita ao velho continente. Mesmo assim, os responsáveis políticos pela condução e planificação cultural, na atual situação económica que Portugal atravessa, também eles, têm que ser criativos, não podem reduzir a sua ação apenas a uma economia de gastos e conduzir o país a um vazio cultural inaceitável.


© Coleção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Segunda coroação do Rei Chulalongkon, em Outubro de 1873, Sentado com regalia (coroa, ceptro, sandálias, caixa de bétele, escarrador, incenso...). Fotografia de Francis Chit (Khun Sunthom Sathitsalak), 1830-1891. Papel albuminado colado sobre cartão, dimensões: 26,3 x 22 cm.
© Coleção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
No catálogo da exposição podemos ler sobre a Época de Ouro dos Protukét do Sião: “Houve alguém que um dia se referiu a um «Império Sombra» português localizado a Oriente do Cabo da Boa Esperança. Outro Investigador chamou-lhe «Império Informal». Não havia sido nem comprado, conquistado ou financiado por Goa ou Lisboa, mas fora-se povoando de forma pacífica por soldados retirados do serviço activo, bem como por fugitivos. Casaram, assentaram e ficaram”. Miguel Castelo-Branco chama-lhe «Império Invisível», esclarecendo que “estava por todo o lado e em local algum, nem era entendido como tal nem pelos seus membros nem pelos povos a que se acolhiam, mas que, no entanto, funcionava como uma poderosa rede clientelar, de afectos e defesa de uma certa ideia de fraternidade universal muito parecida com a cultura de resistência, teimosa mas inaudível, da diáspora judaica.
Porém, ao contrário de judeus e arménios, que se encontravam um pouco por todo o Oriente tocado pelas rotas comerciais árabes e persas, as lusotopias mestiças identificavam-se com um estado presente no continente (Portugal), ligando-se-lhe por laços, vagos mas poderosos de lealdade cultural, linguística, mas sobretudo religiosa.”
Sobre as imagens do Sião nos séculos XIX e inicio do XX, atrevo-me a afirmar que, no que diz respeito à história da fotografia no mundo, também existe um “Império Invisível”. No mesmo catálogo “Das Partes do Sião”, Miguel Castelo-Branco escreve sobre Francisco Chit e Joaquim António, fotógrafos:
Autoretrato de Luang Akani Naruemitr, aliás Francis Chit quando era ainda Khun Sunthorn Satisluksana, títulos que lhe foram concedidos por Rama IV e Rama V.
“O primeiro fotógrafo profissional do Sião foi um Protukét, filho de Teng, chinês católico casado com uma Protukét de Thonburi, Francisco Chit (1830-1891) estudou na escola do palácio. O Rei Mongkut dele fez fotógrafo oficial, concedendo-lhe o título de Khun Suthorn Satisalak É possível que as primícias do jovem Francisco tivessem sido estimuladas ou por um padre da paróquia de santa Cruz de Thonburi – Larnaudie, um entusiasta da fotografia. Francisco recebia diariamente entre as sete e as onze horas da manhã, aproveitando a luz natural que coava pela clarabóia do estúdio, oferecendo aos clientes fotos em formato carte de visite ou cabinet, coladas sobre cartões de cor rocha, verde ou preta. Dava, porém, preferência a fotos de exteriores, escolhendo o Ananta Samakon, nas cercanias do palácio real ou Bang Pa-In, residência de Verão do Rei, para explorar as potencialidades da luz solar. Ao longo de dois reinados que serviu como fotógrafo oficial, fotografou vistas das mais importantes cidades do reino, a arquitectura monumental da capital e a sua transformação. Acompanhou o jovem Rei Chulalongkorn na visita a Singapura e às Índias Orientais Holandesas. Francisco sabia negociar e cultivava com grande desembaraço as novas técnicas da publicidade. Adaptou o nome de baptismo, dando-lhe a ressonância cosmopolita de Francis e anunciava com frequência nas páginas do Siam Mercantile Gazette, no Bangkok Times, Bangkok Summary e Bangkok Recorder – jornais em língua inglesa – bem como na imprensa em língua thai. Em Janeiro de 1865, nas páginas do Bangkok Recorder [«Francis Chit», in The Bangkok Recorder, 14 January 1865, p.6.] apresentava-se como artista de grande potencial, habilitado para tirar fotografias de todos os formatos e possuidor de port-folio com vistas de Bangkok, cenas campestres, edifícios públicos, templos, palácios e figuras destacadas das hierarquias civil e religiosa do país. Para marcar os seus produtos usava selos da sua autoria: Francis Chit Bangkok, F. Chit, F. Chit & Son, by Appointment Photographer to H. M. e, depois, Khoom Soondr Sadislack [...].
Mulheres tailandesas fotografadas por Joaquim António ca. de 1902 e reprduzidas em postais que eram comercializados pelo fotógrafo. As fotografias foram publicadas em: "The 1904 Traveller's Guide to Bangkok and Siam" e "Twentieth century impressions of Siam", em 1908.

Parece que o Sião é um caso único e muito particular da fotografia no Sudeste-Asiático, onde destacamos a paixão pela fotografia por parte da família real e ao mesmo tempo uma forte resistência à intrusão de fotógrafos estrangeiros no território.


























