
sábado, novembro 05, 2011
Fotografias de Paulo Furtado.
Dia 5 de Novembro a partir das 18h00, lançamento de mais uma edição inc., desta vez uma imagem a cargo de Paulo Furtado aka The Legendary Tigerman, que nos apresentará o seu projecto “Gone”.

Gone, Praga, 27/08/2011, Paulo Furtado, edição de 25, impressão jacto de tinta em papel fine art, 30x40cm, 2011
“[Gone] é uma série de fotografias de quartos de hotel, pela manhã, antes de partir para outra cidade, para outra viagem, para outro concerto. O quarto de hotel é o único refúgio de um músico em Tour, em constante mutação.” – Paulo Furtado
Inc. livros e edições de autor
Rua da Boa Nova, 168
4050-101 Porto

Gone, Praga, 27/08/2011, Paulo Furtado, edição de 25, impressão jacto de tinta em papel fine art, 30x40cm, 2011
“[Gone] é uma série de fotografias de quartos de hotel, pela manhã, antes de partir para outra cidade, para outra viagem, para outro concerto. O quarto de hotel é o único refúgio de um músico em Tour, em constante mutação.” – Paulo Furtado
Inc. livros e edições de autor
Rua da Boa Nova, 168
4050-101 Porto
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APPh. - Associação Portuguesa de Photographia
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5.11.11
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Paulo Furtado
sábado, outubro 22, 2011
sexta-feira, julho 08, 2011
Entre margens" - O Douro em imagens.

Céu Guarda, Inês d’Orey, Luísa Ferreira e Pauliana Velente Pimentel são as fotógrafas responsáveis pela união das margens do Douro.
A partir de quinta-feira, a avenida dos Aliados e a Praça dos Leões, no Porto, recebem a exposição "Um Douro no Feminino", com 9 das melhores fotografias de cada uma das 4 profissionais.
A exposição está integrada no projecto "Entre Margens", previsto para 3 anos, em que estão previstas cerca de 60 exposições no espaço público, complementadas por cerca de 100 espectáculos e 12 colóquios. As exposições terão lugar nos centros urbanos e históricos de seis cidades da Região do Douro: Lamego, Mirandela, Peso da Régua, Porto, Santa Marta de Penaguião e Vila Real.
In jornal "i"
"Um Douro no feminino"
TERRITÓRIOS DO PRAZER, Luísa Ferreira
"O Douro é uma monumental obra humana construída para o prazer.Construída pelo Homem maravilhado.De S. Leonardo de Galafura, Miguel Torga avistou o Cima Corgo e rendeu-se pela poesia.Desde os esculturais socalcos às iguarias gastronómicas, do mundialmente afamado vinho generoso às hospitaleiras casas de lavoura, é eminentemente um território dos sentidos.Este trabalho desenvolveu-se entre margens numa radial ao Peso da Régua."

FERREIRINHA, Pauliana Valente Pimentel
"Vinicultora do Douro e mulher de ferro, a D. Antónia (Ferreirinha) celebra este ano 200 anos. Este trabalho é uma homenagem a todas as mulheres que estão ligadas à vinha no Douro. Um retrato actual no feminino de pessoas que sempre viveram da vinha, trabalhadoras rurais, enólogas e proprietárias das quintas. Mulheres que fazem do vinho do Douro uma obra de arte. Foram fotografadas 22 mulheres o seu contexto vivencial em Peso da Régua, Canelas, Galafura, Cambres (Lamego), S. Eufémia, Aldeias (Armamar), Folgosa, Vale Mendiz, Pinhão, Sabrosa, Covas do Douro e Vila Real."

NA VIDA REAL, Céu Guarda
“Nós não somos daqui, ao fim de semana vamos para casa…Dividimos uma casa e temos 2 coelhos…Jogamos às carta , vamos ao Bowling cantar… ao Karaoke…Não é mau estudar aqui…Não sei onde vou arranjar trabalho…Vou ficar…Vou voltar…Estamos um bocado isolados…Estudar aqui é mais barato…O ar é bom.”
"O Douro, visto por dentro, é mais que socalcos, vinhas, pedra e rio. Para lá das paisagens naturais estonteantes, existe um Douro onde os produtos que nascem da sua terra são transformados e devolvidos às suas gentes.Esta é uma viagem pelos espaços interiores das indústrias alimentares e vinícolas da região do Douro. Espreitam-se os fornos onde são fumadas as alheiras de Mirandela. Em Lamego, registam-se a linha de montagem dos queijos e os armazéns onde maturam os presuntos. No Peso da Régua e em Santa Marta de Penaguião, fotografam-se os depósitos antigos e modernos das quintas vinhateiras, onde o seu vinho pacientemente envelhece. Em Sabrosa, observa-se a arquitectura contemporânea dos armazéns de vinho.Esta é uma viagem pelo Douro Industrial."


Fotografia de Rita Almendra.

Fotografia de Ana Costa.
segunda-feira, junho 20, 2011
Morreu Luísa Costa Dias, alma e motor do Arquivo Fotográfico de Lisboa

Luísa Costa Dias foi a “alma”, a principal impulsionadora de tudo o que se realizou no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa. Comissariou dezenas de exposições e esteve na origem das bienais Lisboa Photo (2003, 2005). Morreu ontem no Hospital Pulido Valente. Tinha 55 anos e sofria de cancro no pulmão.
Os que a conheciam e que com ela trabalharam apontam-lhe uma “personalidade discreta”, alguém que “preferia trabalhar nos bastidores”, mas reconhecem-lhe “um papel fundamental” tanto na organização de exposições e edição de livros de fotografia como na angariação de novos espólios fotográficos que, desde 1994, não pararam de entrar no Arquivo. “Aquilo que o Arquivo foi, a dinâmica que conseguiu, deve-se ao trabalho e dedicação da Luísa. Foi, sem dúvida, a alma desta casa”, disse ao PÚBLICO Luís Pavão, fotógrafo e conservador da colecção do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa.
O comissário Sérgio Mah (que foi o nome escolhido por Luísa Costa Dias para dirigir as duas edições do Lisboa Photo) também sublinha o trato “discreto e elegante” e lembra a “dedicação e proximidade” com que gostava de trabalhar nos projectos em que se envolvia. “Fazia as coisas acontecerem mesmo quando enfrentava enormes dificuldades”, lembra Mah.
Luísa Costa Dias comissariou muitas das exposições que passaram pelo Arquivo, das quais se destacam, nos últimos anos, Lisboa à Beira Tejo (2010), Alfredo Cunha Fotografias (2010), Da Avenida D. Amélia à Avenida Almirante Reis (2011). Foi ainda uma das principais mentoras da LisboaPhoto, Bienal de Fotografia, com duas edições (2003 e 2005), festivais nos quais comissariou as exposições Colecção Ferreira da Cunha (2003) e Corpo diferenciado (2005), esta última sobre o acervo fotográfico do Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Nos últimos tempos, trabalhava na exposição Avenida de Roma Fotografias 1950-2011. Como comissária independente, destaca-se a exposição Oui Non sobre a obra de Gérard Castello-Lopes, no Centro Cultural de Belém, em 2004. Como comissária, Luísa Costa Dias tinha preferência “pela fotografia dita de autor, mais directa e documental”, lembra Pavão.
”Fotografias íntimas e transparentes”
“A Luísa deixou de olhar por si para olhar pelos outros”, diz o fotógrafo José Manuel Rodrigues aludindo ao seu trabalho como fotógrafa que é pouco conhecido. “As fotografias da Luísa são íntimas e transparentes como ela gostava de ser”. Rodrigues destaca a “serenidade, a competência e a honestidade” de Luísa Costa Dias que era das poucas pessoas que visitava o seu atelier com regularidade para saber novidades do seu trabalho. “Chegava e dizia: ‘Mostra lá o que andas a fazer’. Queria ver tudo - provas, negativos, contactos. Encorajava-nos a fazer coisas.” Além disso, “tinha uma grande paciência com os fotógrafos”.
A investigadora Emília Tavares sublinha o mérito de Luísa Costa Dias na recolha e descoberta de novos espólios para a fotografia portuguesa. “Desde sempre, esse grande trabalho deve-se à Luísa. Trabalhava na sombra, mas grande parte do acervo do Arquivo é fruto do seu empenho”, disse ao PÚBLICO. Tavares lembra “um trabalho fundamental para o conhecimento e para a construção de uma memória histórica e crítica da fotografia portuguesa”. Numa nota enviada ao PÚBLICO, a investigadora, amiga de Luísa Costa Dias, recorda a directora do Arquivo como alguém com “uma sensibilidade muito especial para reconhecer a qualidade da obra fotográfica e o talento das pessoas que ao longo dos anos trouxe a colaborar consigo”.
Paula Figueiredo, fotógrafa, investigadora e ex-responsável do serviço educativo do Arquivo, reconhece também que Luísa Costa Dias era “a alma” daquela que foi uma das mais activas instituições ligadas à fotografia em Portugal nos últimos anos. “Era muito exigente em relação a tudo o que fazia.”
O corpo de Luísa Costa Dias estará em câmara ardente esta segunda-feira a partir das 12h00 na igreja de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa. O funeral realiza-se na terça-feira e sai às 10h30 para o cemitério de S. João do Estoril.
In jornal "Público" de 19.06.2011, por Sérgio B. Gomes
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