quinta-feira, maio 19, 2011

Leilão Soler y Llach.




El departamento de fotografía de Soler y Llach Subastas Internacionales realizará el próximo 26 de mayo la subasta donde se pondrá a la venta el primer daguerrotipo escénico español, una rareza ya que tan sólo se han conservado 15 en todo el mundo. En la subasta también se pondrán a la venta más de 400 lotes de fotografía y fotolibros, con piezas que van desde los inicios de la fotografía hasta la actualidad con estimaciones desde 100 € a los 40000 €. La exposición de las fotografías de la subasta se podrá ver del 23 al 26 de mayo en Soler y Llach de Barcelona, así como en la página web http://www.soleryllach.com/



Los 444 lotes que componen la subasta van desde los inicios de la fotografía hasta la actualidad, destacando el conjunto de daguerrotipos firmados por fotógrafos españoles pertenecientes a una importante colección de fotografía española realizada en las década de 1960 y 1970 entre los que se encuentra la vista de Madrid, durante mucho tiempo fue el único daguerrotipo escénico español que se conocía, ha sido conservado durante 40 años en la colección de Miguel Nicolau, fue dado a conocer públicamente en la década de 1980. Este paisaje urbano es una de las imágenes más importantes de su periodo, se escapó de los convencionalismos de la producción de su tiempo, temáticamente y formalmente esta conectado con la modernidad. Entre los lotes de fotografías y fotolibros, se pueden encontrar un raro conjunto de 50 fotografías de una gran belleza formal que Charles Clifford realizó del Tesoro del Delfín en la década de 1860, un grupo de negativos de desnudos realizados por Antoni Espulgas a finales del siglo XIX, el único estudio fotográfico español de esta época del que se conoce producción en este género; o un conjunto de fotografías y dibujos de Granada realizados por el arquitecto real Juan Moya Idígora en la década de 1890. También se incluyen en la subasta obras como los fotomontajes de Gustav Klucis, las fotografías de Nueva York de Berenice Abbott, los retratos de Man Ray, o las fotos de la Guerra Civil española del Comisariat de Propaganda de la Generalitat de Catalunya, del Servicio Español de Información, de Robert Capa y de Agustí Centelles, una sección de fotografías de la revolución cubana realizadas por Korda, Salas, Corrales entre otros y algunos nombres propios como Giacomo Caneva, J. Laurent, Josep Alemany, Cecil Beaton, Emili Vilà, Antoni Arissa, Joan Colom, Oriol Maspons, Xavier Miserachs, Francesc Català Roca, Diane Arbus, Valentin Vallhonrat, Andres Serrano o Joan Fontcuberta. En el apartado de fotolibros se encuentran entre otros, el manuscrito de fotografía realizado por el fotógrafo francés P. Denis entre c.1860-1870, F.T.Marinetti t Tato, Manifiesto de la fotografía futurista, 1930, Ugo Mulas, New York: escenario del arte nuevo, libros firmados por André Kertész y Henri Cartier-Bresson o la edición limitada de Sumo de Helmut Newton entre otros.


Contacto Juan Naranjo jnaranjo@soleryllach.com


Solicitud de catálogos en Soler y Llach Subastas Internacionales S.A.

Beethoven 13 08021 Barcelona


Puede consultar el catálogo on line en http://www.soleryllach.com/


Se aceptan fotografías y fotolibros para la próxima subasta

quarta-feira, abril 27, 2011

Fotografia de Manuel Magalhães, no Museu do Oriente.




A Oriente


Fotografia de Manuel Magalhães


O enamoramento pelo Oriente, fonte de todos os exotismos e a que a fotografia soube responder, faz parte do imaginário do mundo ocidental. Mas para os portugueses significa ainda esse pretérito construído com mitos e vagos reencontros que nem o encurtamento da distância clarificou.









Manuel Magalhães, arquitecto e fotógrafo natural do Porto, não é um viajante com uma câmara fotográfica. É também um arquitecto que sintetiza, geometricamente, o que o mundo lhe oferece com maior exuberância. Com imagens captadas entre 1993 e 2005 no Camboja, China, Tailândia, Índia, Japão e Macau, a sua fotografia tanto dá como recebe; não nos solicita apenas a memória do mundo imaginário das imagens e dos lugares, mas esse olhar complexo e contemporâneo onde a aprendizagem da fotografia se funde em torno de uma perspectiva singular.


Lounge, de 29 de Abril a 29 de Maio 2011

Museu do Oriente, Lisboa.

quinta-feira, abril 14, 2011

quinta-feira, abril 07, 2011

“Portugal ‘75”, de Elizabeth Lennard.

A Galeria Pente 10 – Fotografia Contemporânea inaugura no dia 7 de Abril, quinta-feira, a exposição “Portugal ‘75”, de Elizabeth Lennard.


Boy on tank.

Vintage hand painted silver gelatin print, ed 1/3, 28 x 36 cm


“Em Agosto de 1975, a fotógrafa Elizabeth Lennard passou três semanas em Portugal a recolher impressões de um povo recentemente libertado:

Portugal estava totalmente impreparado para uma revolução. É um país perigosamente desorientado, economicamente deprimido e tecnologicamente e socialmente atrasado – especialmente nas zonas rurais. Nas aldeias a Igreja Católica continua a deter o poder. A maior parte dos camponeses viveu de uma certa forma durante centenas de anos e não é capaz de mudar. Um dia, numa pequena vila, vimos um grupo de mulheres ajoelhadas à porta de uma igreja. No centro da igreja havia uma estátua de um santo coberta de dinheiro. A Igreja é tão rica e no entanto esta gente faminta continua a dar o pouco que tem. Nas cidades as pessoas são mais sofisticadas mas a pobreza continua a ser extrema. Enquanto que as zonas rurais lembram a América dos anos 50, os centros urbanos evocam mais São Francisco em 1967. O ambiente é enérgico – como se as ruas tivessem sido injectadas de adrenalina. Cartazes coloridos e panfletos escondem uma economia em degradação e um desvanecer da elegância do Velho Mundo. Num café da moda local jovens fumam erva angolana, e um dos mais elegantes restaurantes de Lisboa foi “libertado” transformando-se num ponto de encontro informal e descontraído para trabalhadores e revolucionários. A pornografia é agora legal mas a censura política na imprensa continua. Na Praça do Rossio, a praça central de Lisboa onde as pessoas costumavam reunir-se para discutir futebol, debate-se agora política – por vezes até às duas ou três da madrugada. E todos os cartazes partidários e os graffitis que se encontram por toda a praça – e em todos os outros sítios –supostamente um barómetro da situação, rapidamente são cobertos pelos miúdos de rua com a retórica de uma facção oposta. Ninguém parece saber o que vai acontecer a seguir. É como estar preso no tempo; um povo atrasado e desorientado com um governo progressista e desorganizado. De acordo com um lisboeta, até os hábitos de condução foram afectados. As pessoas costumavam ser razoavelmente civilizadas e conscientes, mas agora conduzem como loucas”.

in revista Rolling Stone, Novembro 1975


Miners with their dogs, interior of Portugal, 1975

Vintage hand painted silver gelatin print, ed 1/5, 25 x 35 cm

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Stairway, Lisbon, 1975

Digital pigment print on Hannemuhle paper, ed. 1/15, 29 x 42 cm


Biografia


Fotógrafa e realizadora americana, Elizabeth Lennard vive e trabalha em Paris. Participou em numerosas exposições individuais e colectivas, em França e no estrangeiro, nomeadamente no Centro Georges Pompidou, Art Cologne, Caixa Nacional dos Monumentos Históricos e dos Sítios em Paris. Entre os seus filmes importa referir Tokyo Melody – sobre Ruichi Sakamoto, Rencontro avec Gisèle Freund ou Mardis Gras d’après Blaise Cendrars.

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A exposição consiste em 22 imagens a cores, obtidas em 1975.


Elizabeth Lennard Portugal ‘75


Galeria Pente 10 - Travessa da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras)


1250-106 Lisboa


Tel. 91 885 15 79 /21 386 95 69


Contacto: Catarina Ferrer catarina@pente10.com http://www.pente10.com/


Inauguração quinta feira, 7 de Abril, às 19H00.


A exposição estará patente até 14 de Maio de 2011


Horário: 3ª a Sábado, 15H00 às 19H30


Metro: Rato

domingo, abril 03, 2011

"A Prospectus Archive", exposição de Paulo Catrica no Museu da Electricidade.



















PRESS RELEASE

O guarda-roupa no silêncio do sótão, candelabros em repouso no armazém, veludos e talha dourada. A antiga sala das costureiras, o camarim do maestro, velhas oficinas e carpintarias. Entre 2005 e 2009 Paulo Catrica viajou pelo interior do Teatro Nacional de São Carlos, percorrendo espaços públicos e mergulhando na privacidade dos seus bastidores. TNSC - A Prospectus Archive é o resultado desse trabalho fotográfico, que permitiu documentar cenários, alguns dos quais deixaram entretanto de existir.

"Há um teatro por detrás do teatro". Um mundo secreto que é-nos revelado e no qual figuramos "como personagens de uma peça imaginária", descreve João Pinharanda, comissário da exposição.

TNSC - A Prospectus Archive, que está patente no Museu da Electricidade (Sala Cinzeiro 8) até ao dia 22 de Maio, surge no âmbito de uma parceria entre a Fundação EDP e o TNSC que, em 2005, encomendou a vários fotógrafos um levantamento das instalações daquele que permanece como o único teatro de ópera do país.













































Dentro de...

Abordamos estas imagens como se nos fosse possível estar nos locais que elas descrevem. Há um sentido de percurso e penetração, por um lado, e um sentido de conhecimento e posse, por outro. O percurso é pelo interior de um corpo; o conhecimento é do espaço que esse corpo define, com tudo o que ele contém. Tal espaço é evidentemente físico; mas é, também, espaço simbólico, lugar de inscrição e construção de memórias várias. Sendo assim, estas fotografias não descrevem os lugares que registam, inventam-nos.

Paulo Catrica tomou as suas imagens numa fase de transição do TNSC - quando se anunciava uma iminente e pragmática remodelação das funcionalidades de certas zonas obsoletas de trabalho face à desejada imutabilidade cenográfica e preservação histórica dos espaços públicos. A urgência documental da tarefa conduziu então o artista para os bastidores do Teatro; e tornou numericamente secundário o seu interesse pelas zonas públicas de circulação, ou seja, corredores, camarotes e frisas, balcões, plateia, boca de cena e palco.

Mas a verdade é que, talvez, no trabalho visual de Catrica, esse interesse pelas zonas não-acessíveis supere qualquer programa documental prévio; e se sustente na própria vertigem do artista pelo que se situa fora de cena, pelo não-arquitectónico, pelo não-decorativo, pelo irregular e desarrumado. De facto, independentemente dos espaços que são privilegiados nestes registos, apenas tangencialmente ou a posteriori se adequa classificar estas fotos como "documentos". O autor fala, antes, de narrativas – e as suas fotos são, sem dúvida, narrativas: carregadas ou despidas de informações dos que habitam o espaço, dos que o ocupam e modelam, dos que nele deixam marcas de excesso ou depuração, de bom gosto ou kitsch, de tranquilidade ou tensão. Porém, a derradeira narrativa é a que estrutura o próprio trabalho apresentado. É ela que inventa para nós aquilo que deveremos ver. Imagem a imagem, arrasta as sombras e abre a luz sobre as maquinarias de cena, segmenta os lugares de espera e trabalho, desmultiplica os espaços e as coisas nos espelhos, espalha as ferramentas, instrumentos, papéis… pelas mesas, matiza a luz, escurece os cantos, confronta tempos contraditórios, contrabalança a crueza, agressivamente anónima, da repartição pública com memórias que acentuam os elementos de identificação poética do lugar... É certo que toda a memória é construída e que toda a construção é uma invenção. E se a sistematização das memórias implica o seu registo e classificação, assim se chega a um arquivo que é também, sempre, construção e invenção... discurso que só a fotografia (uma exposição e um livro de fotografia) permitiriam abrir a tantas ficções.

Há um teatro por detrás do teatro, um texto que se ouve por detrás do texto, um olhar diverso, em enquadramentos de proximidade, que vê para além do olhar público, que apenas se dirige ao palco. Estando estas imagens totalmente esvaziadas de figuras humanas, é tudo o resto, os restos dessa presença obsessiva, aquilo que compõe as narrativas que nos são oferecidas. E, no mundo secreto que assim possuímos e conhecemos, somos nós a presença real destas fotos. Personagens de uma peça imaginária que encena um mundo sem função, onde tudo é pouco óbvio, onde o espaço penetrado e percorrido quase não nos permite recuo, nem do campo de visão nem da experiência do tempo. É isto que garante, para todo aquele passado, um presente perpétuo; e, para todos aqueles espaços obstruídos, a clareza final de quem vê uma sala de talha dourada e veludos pesados onde o mundo inteiro parece poder resolver-se em representação e música.


João Pinharanda


























Paulo Catrica, nasceu em 1965, Lisboa. Estudou fotografia no Ar.Co., licenciou-se em História na Universidade Lusíada e o Mestrado em Imagem e Comunicação no Goldsmiths College, em Londres. Frequenta actualmente, como bolseiro da Fundação da Ciência e Tecnologia, o programa de doutoramento em Estudos de Fotografia da Universidade de Westminster, em Londres.

Desde 1997 desenvolve um interesse particular pela fotografia de paisagem urbana, em particular por espaços periféricos e/ou suburbanos, persistindo no seu trabalho a ideia de associar arquitectura (objecto) com o contexto evolvente e o uso quotidiano.

Expõe e edita regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 1998. Foi nomeado para o prémio BESPhoto (2005). Das exposições individuais recentes destacam-se No Ruses so to Speak na Galeria Quadrado Azul, Lisboa (2008) e H08 no Silo, Porto (2009). Concluiu recentemente projectos de encomenda para a Photographers Gallery, Londres (2009) e para a Casa das Histórias Paula Rego (2009). Desenvolveu um projecto comissariado por Greg Hilty, curatorial director da Lisson Gallery, para uma residência artística no arquipélago das Galápagos (2010).


MUSEU DA ELECTRICIDADE

Avenida Brasília - Central Tejo



















Patente ao publico de 31 de Março a 22 de Maio de 2011.