terça-feira, fevereiro 15, 2011

"nós" de Luísa Ferreira




Luísa Ferreira nasceu em Lisboa, Portugal, em 1961. Iniciou-se em Geografia, trocou o curso pela fotografia. Começou a fotografar profissionalmente nos anos 80 e interrompeu a actividade diária de fotojornalista em 1998, após trabalhar sete anos no jornal Público e dois anos para a agência de notícias norte-americana Associated Press. Expõe individualmente desde 1989, desenvolvendo projectos pessoais e trabalhos de encomenda, nomeadamente “Os objectos já não têm cores/ mas as sombras dos objectos têm as cores deles/ um amigo meu/ que tem a chave das docas/ também pensa assim” (Picabia) no Armazém AB ao Jardim do Tabaco, Porto de Lisboa, em 1993; em 1994 iniciou a série “Há quanto tempo trabalha aqui?”, fotografias de médio formato sobre as lojas antigas de Lisboa e as pessoas que as habitam, exposto no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa em 2005 e que recentemente integrou “ResPublica 1910 e 2010 face a face” na Fundação Calouste Gulbenkian; “Capitão Goma”, fotografias dentro de almofadas insufláveis sobre o mundo das crianças, na Casa dʼOs Dias da Água em 2003; “Fora de jogo”, 40000 postais de campos de futebol sem relva, bancadas ou iluminação, enviados durante o Euro 2004, no âmbito do Arte em Campo do Instituto das Artes. Expôs nos Encontros de Imagem de Braga em 1994, 1995 e 1996 e nos Encontros de Fotografia de Coimbra em 1994. Participou em exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro. O seu trabalho integrou a exposição “Au Féminin”, (uma História de mulheres fotógrafas desde 1850) com curadoria de Jorge Calado, no Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris, 2009. Publicou, entre outros, o livro Azul (2002) sobre os não-lugares, com texto de Agustina Bessa-Luís. Luísa Ferreira está representada em várias colecções de arte portuguesas e estrangeiras, nomeadamente AR.CO (Espanha), Câmara Municipal de Castelo Branco, Câmara Municipal da Figueira da Foz, Casa Fernando Pessoa, Centro Português de Fotografia, Encontros de Imagem de Braga, Festival de lʼImage du Mans (França), Fundação PLMJ, Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, Núcleo de Arte Contemporânea do CENTA, ICEP, Recorridos Fotográficos de ARCO (Madrid) e em várias colecções particulares.

GALERIA PENTE 10
Travessa da Fábrica dos Pentes, 10 (ao Jardim das Amoreiras)
1250-106 LISBOA
15 FEV - 02 ABR 2011
INAUGURAÇÃO: 15 de Fevereiro de 2011 às 19:00

sábado, fevereiro 12, 2011

Gérard Castello-Lopes (1925- 12 de Fevereiro de 2011)



“Um olhar Português”
Ao contrário de Fernando Pessoa, Gérard Castello-Lopes não tem heterónimos, tem vidas. Várias e sucessivas. Falo do fotógrafo, que é o que nos traz aqui, não do homem, cuja unidade parece maior e não cabe em meia dúzia de páginas. Para mal dos nossos pecados, e dos dele, espero, não nos deu tantos anos de fotografia quantos os que leva de vida adulta, como deveria ser. Começou a fotografar, em 1956, com mais de trinta anos, idade difícil para uma arte que exige candura na aprendizagem. Fotografou durante uma década, talvez menos. Depois, parou. Perdera a ousadia. Não se sentiu mais capaz de, afirmar, agredir as pessoas na rua, fotografar quem não o deseja. Tanto mais quanto considera que, naturalmente, ninguém quer ser fotografado. Em todo o caso, ninguém o quer ser de surpresa, por um estranho. Durante vinte anos, pôs de lado as Leicas. Percebe-se hoje, pelo que diz e como fotografa, que o sofrimento não o abandonou. Com, todavia, um lenitivo: estudou, pensou e amadureceu. Em meados dos anos oitenta, regressou. Para nosso bem. [...] A liberdade de Castello-Lopes foi também a sua prisão. Pelo menos viveu-a como tal. Nos anos cinquenta em Portugal não se podia ser inocente. Nem a liberdade interior, refugio de tantos criadores, era possível. Ainda por cima, para alguém que queria viver com a imagem. A liberdade, nas décadas do realismo e do empenhamento político ou moral, era inseparável da solidariedade. Para ambas, o outro e os outros estavam no centro do mundo. Mas, nem todos, aliás. Não era a condição do homem que estava no centro do mundo. Mas o homem e sua condição. Quer dizer, o oprimido, o pobre, o trabalhador e o resistente. A “família do Homeme” parecia, e talvez fosse em certa medida, uma armadilha ideológica dos poderosos.Se havia artes, letras e formas de expressão para as quais o empenhamento e o real eram difíceis ou discutíveis (a musica, a dança...), para outras, eram imediatos e necessários. Para a fotografia, era a sua essência. Naqueles tempos, o mito do real dominava. Nem tempos de certezas. A principal era real. Este bastava para denunciar as injustiças.Por imperativo moral, por espírito do tempo e talvez porque lhe faltasse o talento da pintura, Gérard Castello-Lopes fez o seu programa de empenhado e realista. Estudou Cartier-Bresson e Eugene Smith, fez deles os seus mestres. Compreende-se agora que a eles nunca se limitou e que há, na sua fotografia, uma tensão libertadora, uma pulsão para transgredir as normas e as regras. Foi a sua primeira vida. Desempenhou-se durante aqueles poucos anos, magistralmente.
(Gérard Castello-Lopes por António Barreto, in revista Indy de 23 de Outubro de 1998, Jornal Independente)







quarta-feira, dezembro 15, 2010

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Feira do Livro - Fotografia.




O livro de fotografia é um objecto importante associado ao meio fotográfico desde o seu inicio, tanto como meio de divulgação como de impressão.

Dado o crescente interesse do público pelos foto-livros e o reconhecimento do seu valor no mercado internacional (em paralelo com o mercado da fotografia), achámos que seria importante reunir em Lisboa de forma regular, um conjunto de fotógrafos, editores, livrarias, alfarrabistas e galerias com edições que dessem a conhecer tanto os clássicos, como algumas das novidades que existem nesta área.

Queremos desta forma divulgar as edições fotográficas, abrindo o interesse do público para este mercado e criando uma plataforma para o diálogo sobre este meio específico dentro da fotografia, cruzando-o com áreas como o design, as artes plásticas, o jornalismo, o cinema ou a edição em geral.

Esta feira tem a sua primeira edição de 10 a 12 de Dezembro de 2010 na Fabrica do Braço de Prata em Lisboa e apresentará os editores abaixo designados com edições relacionadas com fotografia (fotográficas e teóricas) que vão desde preços simbólicos até edições limitadas e de autor com valores significativos no mercado nacional e internacional.

Esta será uma oportunidade para os interessados em fotografia, livros, edições, revistas e objectos (que ficam entre a imagem e o livro) poderem (re)descobrir e adquirir alguns exemplares raros e outros muito recentes. Alguns dos editores estarão com descontos de 20%.
Em paralelo haverá 2 conferências durante o fim-de-semana que iniciarão o debate da relação do meio fotográfico com a impressão em livro e na imprensa (papel e digital).

A feira decorre na Sala Wittgenstein (2º Piso da Fábrica do Braço de Prata) onde continua patente a exposição de fotografia “Não fiques assim tão longe” do colectivo Os Suspeitos.
Editores/livrarias:

- A Estante
- Alexandria Livros
- Arquivo Municipal de Lisboa – Arquivo Fotográfico
- Chromma
- Fundació Foto Colectania
- Gustavo Gili
- Inc. Livros e edições de autor
- Kamera Photo
- Pente 10
- Pierre Von Kleist
- Vera Cortes – Agencia de arte / TIJUANA Lisboa
- Livraria Braço de Prata (Assirio e Alvim, Relógio d’Agua e Cotovia)

Talks:

Sábado 17.30h
Fotógrafos que também são editores
[Jose Pedro Cortes, Andre Cepeda, Patricia Almeida, Carlos Lobo]
Domingo 17.30h

Para acabar de vez com o fotojornalismo?
[Fotógrafos da Kameraphoto: Céu Guarda (editora de fotografia do Jornal i) e Martim Ramos]

Datas:
10 a 12 de Dezembro 2010

Horário:
Sexta-feira 18H00 às 24H00
Sábado e Domingo das 16H00 às 23H00

Entrada livre até às 21.30h

Local:
Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica de Material de Guerra, n.º1
2º Piso - Sala Wittgenstein
feira.livro.fotografia@gmail.com

Transportes:
Autocarro (linhas 28, 210 718 e 755)
Comboio (estação braço de prata)

Organização:
Os Suspeitos, Filipa Valladares e Exposições Fábrica do Braço de Prata