terça-feira, junho 19, 2007

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Julião Sarmento
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“Film Noir (part2)”
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Dando continuidade a uma série recente de trabalhos apresentados pela primeira vez na Christopher Grimes Gallery (Santa Monica, Califórnia, EUA) em Outubro de 2006, Julião Sarmento apresenta-nos agora “Film Noir (part2)”.
Pinturas, desenhos e esculturas povoam agora o espaço da Galeria Pedro Oliveira num misto de tensão e secretismo muito próprios do género (Film Noir).
A relação com o universo cinematográfico é óbvia, e como sabemos, já muito recorrente na prática artística do autor, mas Julião Sarmento aponta-nos aqui uma direcção clara – a das particularidades intrínsecas ao género noir naquilo que este tem, justamente, de mais obscuro.
É através da combinação de desenho, colagem, fotografia, texto, objectos, corpo e luz, mas sobretudo nos espaços vazios deixados entre todos estes elementos, que Julião Sarmento convoca o imaginário do espectador e o seu campo de expectativas, deixando-lhe, para isso, apenas pistas.
Se na primeira exposição as referências a determinados filmes e sobretudo a determinadas actrizes e personagens femininas eram explícitas, aqui o universo de referências torna-se conscientemente ficcional … as pistas são cada vez mais vagas e a sua eficácia é cada vez mais posta à prova.
Nesta exposição Julião Sarmento mantém as composições fragmentárias tão características no seu trabalho (é disto que falamos quando falamos de pistas), e com elas, volta a convocar no espectador a sua capacidade de edificação de uma determinada ideia de estranheza, de sedução, de desejo, de arrepio.
A elas é aqui acrescentada uma componente que reforça a tensão latente de onde parecem emergir sempre as obras do autor – a presença do corpo na sua acepção mais primária, no cumprimento violento e tenso de uma determinada acção – a marca do sangue.
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Ana Anacleto (Junho 2007)
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Inauguração 5ª feira – 21 de Junho às 22H00
(Até 28 de Julho)

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Calçada de Monchique, 3 · 4050-393 Porto
T. 22 200 71 31 F. 22 200 23 34
E.
galpo@mail.telepac.pt
URL. www.galeriapedrooliveira.com
3ª Feira a Sábado: 15H00 – 20H00
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quinta-feira, maio 31, 2007







Museu da Ciência da Universidade de Lisboa
31 de Maio a 31 de Julho de 2007





António Aniceto Monteiro

Uma fotobiografia a várias vozes


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A fotobiografia de António Aniceto Monteiro (1907-1980), um dos mais notáveis matemáticos portugueses do século XX, será lançada hoje, 31 de Maio, pelas 18 horas, no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa.
Aniceto Monteiro pertenceu a uma geração simultaneamente privilegiada e perseguida. Uma geração de intelectuais íntegros que gerou alguns dos maiores valores científicos do nosso século. Uma geração que quis fazer-nos entrar na modernidade. Mas também uma geração que foi impedida de realizar e Portugal a sua ambição científica.

A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) foi fundada graças aos esforços concertados desta geração. Mas houve nela um homem que pela sua energia, visão e persistência, se salientou entre os demais. Um homem que em 1937 esteve presente na criação da Portugaliae Mathematica, em 1939 no lançamento da Gazeta de Matemática e em 1940 na fundação da Sociedade. Um homem que em todos estes momentos, tal como nos outros, percebeu sempre que a criação de um movimento matemático moderno implicava a internacionalização da investigação, a modernização do ensino, o incremento da divulgação científica e a atracção dos jovens para a matemática.


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Ficha Técnica:
Título - António Aniceto Monteiro - Uma fotobiografia a várias vozes
Coordenação - Jorge Rezende, Luiz Monteiro, Elza Amaral
Edição - Sociedade Portuguesa de Matemática
Páginas - 213 páginas

© 2007 SPM



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A fotobiografia de António Aniceto Monteiro (1907-1980), um dos mais notáveis matemáticos portugueses do século XX, será lançada no dia 31 de Maio, pelas 18 horas, no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa.
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O Museu de Ciência está localizado no edifício da antiga Escola Politécnica posteriormente utilizado pela Faculdade de Ciências, ao Príncipe Real, em Lisboa. O edifício é partilhado com o Museu Nacional de História Natural, pertencendo ambos os museus à Universidade de Lisboa .
Tel. 21 392 18 08 - Fax: 21 392 18 08
Rua da Escola Politécnica 56, 1250-102 Lisboa.
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terça-feira, maio 29, 2007

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Fotografia de Missões em África
de finais do séc. XIX e princípio do séc. XX:



Do processo fotográfico à conservação e restauro
28 de Maio a 30 de Junho


IICT – Instituto de Investigação Científica Tropical
DSA / Núcleo de Apoio à Investigação
Semana do Património
28 de Maio a 2 de Junho


O IICT convida todos os interessados a participarem na Semana do Património.

O Instituto de Investigação Científica Tropical, no âmbito do Programa Interministerial de Tratamento e Divulgação do Património (PI), vai organizar a “Semana do Património”, de 28 de Maio a 2 de Junho, dedicada à divulgação dos seus diversos acervos patrimoniais, na sua grande maioria provenientes das recolhas efectuadas durante as Missões Científicas nos países da CPLP.

Durante esta semana vão decorrer várias actividades, entre as quais a Inauguração da exposição “Fotografias de Missões e Expedições em África, de finais séc. XIX e princípio séc. XX: do processo fotográfico à conservação e restauro”; uma Jornada de trabalho: “Património do IICT: tratamento e divulgação”, onde irão ser apresentadas diversas comunicações sobre o trabalho realizado, nomeadamente pelos bolseiros da Fundação para a Ciência e Tecnologia no âmbito do Programa Interministerial, e que inclui uma Mesa Redonda "Colecções Científicas: estratégias da actuação integrada", cordenada pelo residente do IICT Professor Doutor Jorge Braga de Macedo; um Dia Aberto às Colecções do IICT, com visitas aos locais que albergam as colecções e onde se poderá ver in loco o trabalho de tratamento e informatização que está a ser desenvolvido; e ainda três dias dedicados à organização de Ateliers lúdicopedagógicos.

A Direcção dos Serviços de Apoio do IICT
Conceição Casanova
IICT

(Consultar programa de actividades completo em anexo).

Para mais informações:
Tel.: 213 616 340 /ext.111 (10h-12h30 / 14h -18h).
email: martacosta@iict.pt




Dança do Milhafre Balibó - Timor

Clic aqui: Dança do Milhafre em Balibó - Timor
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Esta dança simboliza a liberdade. Com os trajes tradicionais, homens e mulheres representam o voo do milhafre.

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quinta-feira, abril 19, 2007



Fotografia: Carlos Lobo (b.1974). Surfaces study 01. 2005. "Surfaces serie". ed. 1/2. 50 x 50cm.

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Leilão de Fotografia


Já lá vai algum tempo desde o primeiro leilão de fotografia de 1 de Junho de 2006. O catálogo, prefaciado por António Barreto, apresentava na capa uma fotografia de cavaleiros na lezíria ribatejana da autoria de Carlos Relvas, que foi comprada, praticamente pela base de licitação, por um coleccionador do Porto. O episódio é aqui destacado pelo facto de ser uma fotografia de Carlos Relvas e ser a fotografia da capa do catálogo. No entanto, os leilões têm destas coisas. Nessa noite, muita gente terá ficado surpresa pelo sucesso do evento. Confesso que não foi o meu caso. Surpreendeu-me, isso sim, o enorme profissionalismo com que este leilão e o outro que se lhe seguiu foram organizados. Nem parecia que estávamos em Portugal. Muitas vezes, estas iniciativas são pautadas por algum amadorismo e desorganização. Não foi o caso. Quantos de nós já assistimos a leilões sem qualquer conforto, em espaços que mais pareciam vãos de escada? A Potássio Quatro, com os primos Trindade, levou à praça, neste primeiro leilão, entre outras curiosidades: um álbum com a visita presidencial de Óscar Carmona às províncias ultramarinas; um retrato de Arpad Szenes e Vieira da Silva da autoria de Denise Colomb; uma caixa com positivos em vidro, de grandes dimensões, sobre S. Tomé e Príncipe no final do século XIX; e o livro “Lisboa, Cidade Triste e Alegre”, (1959) de Victor Palla e Costa Martins. A sala no CCB estava a transbordar, muitos ficaram de pé. No final, o regozijo era generalizado e percebia-se a satisfação entre organizadores e o público. O primeiro embate estava ganho.

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O segundo leilão, fez-se também no CCB, no dia 9 de Novembro de 2006, agora numa sala maior e com projecção em tela gigante das imagens em praça. Decorreu, pela primeira vez, em linha (online), o que permitiu acompanhar, à distância e em tempo real o que se passou na sala. O catálogo, prefaciado por Eduardo Nobre, ostentava na capa um cartão cabinet com Fernando Pessoa em Durban, com 10 anos de idade, dedicado à “querida tia Lisbella”. Esta peça foi arrematada por 10 mil euros. Isto, por si, prova apenas o crescente interesse por estes leilões e dá-nos sinais de uma manifesta viabilidade. Foi à praça, no lote 118, um espólio interessantíssimo de Moses Bensabat Amzalak (1892-1978), Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa. Este segundo leilão estava bem encaminhado com maior diversidade, peças muito interessantes a preços muito generosos, mas que acabaram por ser retiradas (por exemplo, a fotografia da Rainha D. Amélia com os Príncipes, fotografados frente às pirâmides de Gizé). Inexplicavelmente, correu menos bem que o primeiro, com alguns lotes a serem retirados, mas os seus impulsionadores não esmoreceram.




Familia real no Egipto. Fotografia atribuída a Enrique Casanova (1850-1913), captada em Abril de 1903 (papel de revelação).


No dia 12 de Maio, a senda continua. Às quatro da tarde, vai ouvir-se o martelo que dará início ao terceiro leilão de fotografia da Potassio Quatro. No CCB na “sala laman”, com catálogo mais ecléctico do que os anteriores, muito diversificado e com peças de maior qualidade. Fotografia do séc. XIX, fotografia moderna, máquinas fotográficas antigas, livros, cartazes e outros objectos ligados à fotografia. Lá estarão os coleccionadores e também os negociantes do ramo. Para ver e para comprar, lá estarão representantes de instituições públicas e privadas, cada vez mais interessadas nestes eventos. Nem podia ser de outra maneira. Se houve tempos em que estes acontecimentos podiam passar ao lado das instituições, hoje isso é cada vez mais difícil. Lá estará a fotografia como arte, como documento histórico, ou ambas as coisas, arte e documento. De todo o modo, como objecto de colecção, a suscitar paixões. A informação sobre o leilão está completamente disponível em linha (online), em http://www.potassioquatro.com, num design bonito, graficamente apelativo, inovador, muito sugestivo e de grande simplicidade na consulta. O público terá à sua disposição um CD com (catálogo em PDF, imagens JPG e um auction - vídeo) por 10 €. Estará também à venda um catálogo de edição limitada (colorido, assinado e numerado de 1 a 100, com capa especial em acid-free e um CD – Multimédia) por 90 €. O facto de esta edição ser limitada torna-a a partir de logo uma peça de colecção. Salta à vista o arrojo dos primos Trindade. Cabe-nos agora a nós estarmos à altura da sua coragem, marcando presença no dia 12 de Maio de 2007 no CCB.

Angela Camila Castelo-Branco

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Lote 2 - Foto Aurea Tecnica: DOP - Developing- out paper. Fernando Pessoa. Fotografia emblematica do poeta quando director da revista "Orpheu".. 23.6 x 17.4cm.


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FINALMENTE

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20 de Abril de 2007

Casa Museu de Carlos Relvas, na Golegã

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domingo, abril 15, 2007

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APPh. - Associação Portuguesa de Photographi@


Foi criada no dia 13 de Abril a Associação Portuguesa de Photographi@. Cem anos depois de ter sido fundada a sua antecessora, a Sociedade Portuguesa de Photographia.
No Cartório Nacional de Georgina Martins, em Lisboa, assinaram a escritura de fundação e legalização os seguintes doze sócios fundadores: Alexandre Ramires, Ângela Camila, António Barreto, António Faria, António Pedro Vicente, Carlos Miguel Fernandes, João Clode, João Loureiro, José Pessoa, Madalena Lello Colaço, Sérgio Gomes e Vitória Mesquita. A associação conta já com várias dezenas de futuros sócios fundadores.

Sem propósitos de especulação comercial nem fins lucrativos, a APPh tem como objectivos o estudo histórico e o progresso científico e artístico da fotografia nas suas implicações técnicas, históricas e sociológicas e aplicações científicas e artísticas, designadamente a investigação sociológica e histórica da imagem fotográfica; a memória fotográfica e a sua preservação; a aplicação de métodos de inventariação e catalogação; a investigação estética e artística inclusivamente na fotografia moderna.
A Associação procurará dignificar o património fotográfico nacional, estimular a organização de uma biblioteca e de um centro de documentação. Assim como se esforçará por organizar exposições, cursos, conferências e colóquios. A APPh pretende ainda contribuir para o fomento do ensino da fotografia em todos os níveis e graus de ensino.


A APPh. criará também, logo que possa, uma página na net (website) http://www.apphotographia.com/ com o fim específico de servir de ligação e de informação sobre as actividades da associação.

Podem contactar-nos através do E-mail apphotographi@gmail.com

Lisboa, 15 de Abril de 2007

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Acto de escritura da Associação Portuguesa de Photographia

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